Momentos do Futebol

dezembro 5, 2007 às 2:13 am | Publicado em esportes, futebol, Pelé, sociedade | Deixe um comentário

Pensou que ia falta o bendito, neh? Não, de modo algum! O futebol é basicamente o que define o brasileiro, junto com o samba.

E, para falar de momentos marcantes do futebol, qualquer brasileiro não deixaria de fora a derrota, por 2 a 1, para o Uruguai na única copa que aconteceu no Brasil, em 1950. Ou o tricampeonato, conquistado na copa de 70, com Pelé e compania. Ou o próprio Pelé, o rei de futebol, o único jogador que disputou 4 copas e ganhou 3. Ou o Flamengo, maior torcida do Brasil e que atualmente se recuperou de forma fantástica e estará na Libertadores.

Porém, não é desses momentos marcantes que o Idéia Central irá falar agora. É daqueles que você nunca pensou que seriam possíveis de acontecer, aquelas cenas que só a astúcia de um bom fotógrafo poderia tornar conhecidas para todos. Confira abaixo um “ensaio fotográfico” com 10 situações que só o futebol pode proporcionar!

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Amarelo não!

dezembro 2, 2007 às 1:05 am | Publicado em automobilismo, Carro, Cultura Brasileira, sociedade | Deixe um comentário

Falar de cultura brasileira praticamente impõe falar de carros. “Todo brasileiro é apaixonado por carros”, já dizia o poeta. Porém, o mesmo não acontece com todas as cores de carros… Só se vê nas ruas carros bancos, pretos e variações de prata.

Para comprovar a tese, o Ideia Central observou, durante 25 minutos, a Reta da Penha, uma das Avenidas mais movimentadas da cidade de Vitória. Passou por lá uma média de 1 125 carros, dos quais apenas 28 eram vermelhos ou vinhos; 9 eram verades e também 9 eram azuis (aquele azul identificável, não aquele azul que parece preto…). E o mais impressionante: apenas 1 era amarelo!!

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(foto retirada de Hiperativo e Sedentário, onde gerou até discussão!) 

E ele não era nem uma ferrari nem um fusca! De qualquer forma, aqui, ter carro amarelo é ser ponto de referência. “Lá vai o cara do carro amarelo”, dizem. Em São Paulo isso acontece mesmo! Tem um cara que virou lenda por lá porque sai todo dia com um carro amarelo e com ternos feitos por sua mulher para observar ruas movimentadas. Ele ficou tão conhecido que fez a propaganda do Dia Mundial sem Carro, conforme mostra o Sem Rótulo. Tá aí o vídeo:

Cultura Brasileira

novembro 30, 2007 às 1:52 am | Publicado em Cultura Brasileira, Ditos populares, Orkut | 4 Comentários

Termo bem banal. Mas e no Orkut? Como os participantes dessa rede de relacionamentos vêem a cultura brasileira?

Existem 73 comunidades, dentre cultura popular, cultura afro e cultura nipo-brasileira. Vou falar da comunidade Cultura Popular Brasileira, já que é a maior delas, com 47.270 membros. A comunidade pretende reunir informações sobre características culturais de todo o Brasil, e o faz por meio de fófuns, enquetes e divulgação de festas e eventos.

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Existente desde maio de 2004, a comunidade movimentou um maior número de pessoas com os tópicos “Cantigas de roda”;”Danças regionais”; “Comidas típicas”; “Sotaques e dialetos”, dentre outros. Porém, com 488 respostas (um numero pequeno, visto o número de mebros da comunidade), a campeã foi “Ditados populares”.

É impressionante como gostamos de um boa frase! É algo como resumir sentimentos, situações, atitudes comuns entre brasileiros que não se conhecem… É como “dar moral” nos outros… Terminar a fala com dito popular é mais do que sabedoria! É mostrar o corriqueiro, o dia a dia, algo como “a vida como ela é”…

“Pra quem não tem nada, a metade é o dobro”

“Não tem pena que água quente não tire”

“Passarinho que come pedra sabe o cu que tem”

Aposto que você também conhece um frase..  ; ) Diz aí!

Ah, o Natal…

novembro 29, 2007 às 3:45 pm | Publicado em comportamento, consumismo, consumo, Natal, sociedade, valores | Deixe um comentário

Outra coisa que chega com o fim do ano é o Natal, e as ruas de vitória já começam a ser palco de decorações e mais decorações. Árvores de Natal, piscas-piscas e papais noéis pra todo lado! “É o espírito do natal, ou a religiosidade das pessoas se manifestando”, diriam alguns.

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Porém, na verdade, muito mais do que cristandade, os enfeites de natal demonstram o consumismo da nossa sociedade. O comércio é o primeiro a se enfeitar: mal começa novembro e shoppings e lojas já estão piscando! Já ouvi que isso acontece porque assim as pessoas se lembram que tem que comprar presentes, e o comercio se movimenta por mais tempo. Imagina se os enfeites viesse uma semana antes do natal… Seria apenas uma semana de vendas intensas! Faz sentido. É a velha questão: Natal ou Espetáculo?

 O vídeo mostra bem isso, apesar do tom nostálgico. Mostra também que acabamos nos envolvendo com as comprar e tal. Todos sabem que é muito difícil fugir desse consumismo natalino… Superziper também fala disso, ao sugerir que, já que temos que comprar presentes mesmo, compremos coisas artesanais.

Vest Ufes

novembro 22, 2007 às 5:11 pm | Publicado em comportamento, cotas, sociedade, Sociologia, valores, vestibular | 4 Comentários

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Chega o fim do ano, começa a época dos vestibulares. Domingo, dia 27, às duas da tarde, será a vez da Ufes. Esse ano são 3295 vagas, e a novidade é que 40% são para as cotas.

Na primeira fase do vestibular, tudo continua igual. As cotas só vão valer para a segunda fase, que só ocorre em dezembro. Essa discussão já rendeu bastante desde a aprovação das cotas na Ufes, muita gente já apresentou os prós e os contras.

O que chamou a minha atenção, porém, foi a visão apresentada no blog Reflexos na Água. Ele fala, por meio de uma metáfora, que as cotas representam um avanço em realação à inclusão de jovens  de origem popular na universidade, mas é um avanço que encobre o verdadeiro problema. É como se os defensores das cotas estivessem tirando de si a responsabilidade por alguma mudança maior na estrutura da educação brasileira.

É interessante essa visão porque, de fato, muitos de nós sabemos da necessidade de mudança que há não só na educação, mas em uma série de estruturas da sociedade atual. E queremos fazer algo, queremos melhoras. As cotas surgem, assim, como uma atitude daqueles que visam tranformar. Mas transformam? Diria um amigo meu : “pelo menos ajudam!”

Novamente, estudantes de comunicação fazendo o seu apelo à mudança…

Era uma vez…

novembro 21, 2007 às 8:15 pm | Publicado em Blogosfera, comportamento, Jornalismo, literatura, Luis Fernando Veríssimo, sociedade | 2 Comentários

Histórias bem contadas são as que covencem. Estas, porém, nem sempre são as verdadeira. Luis Fernando Veríssimo, em seu livro “As Mentiras que os Homens Contam” já despertou para o fato num conto que fala sobre um marido que perde a alinaça.

Ele teve que parar na estrada para trocar o pneu do carro, e como sua mão estava cheia de óleo, a aliança escorregou, sem querer ele chutou, ela foi para o meio do asfalto e um carro a jogou para dentro de um bueiro. Com medo de contar essa história para a esposa, que obviamente não acreditaria, ele diz que estava no motel com outra mulher e a aliança caiu no ralo da banheira. A reação da esposa? Perdou, pois pelo menos ele disse a verdade.

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O conto mostra como um fato bem contado pode parecer mais verdadeiro que a verdade em si. Essa situação é atualmente percebida em muitos jornais e redes de televisão, que contam o seu lado da história , e muito bem contado! Porém, uma alternativa as mídias tradicionais, e que estão entando cada vez mais no hábito de muitas pessoas, é a blogosfera.

Existem muito blogs de teor jornalístico, ainda que eles não sejam a maioria, que contam outras versões dos fatos. A principal vantagem que eles oferecem é que dão aos leitores a opção de escolherem em qual história elas querem acreditar, seja a da aliança no bueiro, seja a do ralo da banheira do motel.

Vídeo produzido por alunos de jornalismo

A Bolsa e o Brasil

novembro 10, 2007 às 2:45 pm | Publicado em 13º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresari, Bolsa de Valores, Bovespa, economia | 4 Comentários

Há algum tempo atrás seria difícil imaginar que a bolsa de valores seria tão acessível. Em palestra ao 13º Congresso de Jovens Lideranças Empresariais, Alexandre Silveira, da Bovespa ( a 16ª maior bolsa de valores do mundo), falou de como tem crescido o interesse do brasileiro em investir na bolsa. De acordo com Dinheirama, houve um aumento de mais de 9% de setembro para outubro deste ano. Um exemplo de investidor é Cristiano Bordoni, entrevistado pela Cibele.

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Porém, afirma que é difícil mudar um hábito tão fortemente enraizado como o que nós temos em confiar na estabilidade da poupança. Silveira, nessa fala, se refere ao fato de que nos EUA as crianças ganham, ao nascerem, investimentos na bolsa, enquanto no Brasil elas ganham uma caderneta de poupança. Isso porque nos EUA, segundo Silveira, os americanos acreditam nas grandes empresas, e aqui nós desconfiamos.

Esse foi um trabalho escolar, mas explica bem alguns termos chaves para entendermos melhor o funcionamento da bolsa.

Ao investir na bolsa, uma pessoa está contribuindo para o crescimento e fortalecimento da economia nacional e do mercado de capitais, pois investe em uma empresa. São as chamadas empresas de capital aberto, que disponibilizam ações para serem compradas. Isso é feito por diversos motivos, como dar credibilidade ( as empresas de capital aberto declaram renda, possuim tranparência econômica) ou porque precisam de recursos.

Diversas empresas que atuam no ES são de capital aberto, como a CVRD, a Porto Seguro, a Heringer, entre outras. Animou? O que não faltam são dicas de como investir na bolsa. Divirta-se!

Wurst, FuBball und Leute

novembro 9, 2007 às 2:07 am | Publicado em Alemanha, comparação de culturas, comportamento, entrevistas, internacional, modo de vida, sociedade | 1 Comentário

Essa são algumas caracteríticas bem marcantes da Alemanha (a linguíça típica, o futebol e as pessoas). Porém, quem irá falar sobre a cultura alemã é Gisele Santos, jornalista,  mas que não atua na profissão. Isso porque após 4 anos trabalhando como jornalista e professora de alemão, ela optou pela segunda profissão, pela qual é apaixonada.

Gisele, que também trabalha como tradutora, já foi sete vezes para a Alemanha, e morou lá durante um anos e sete meses. Nesta entrevista, ela nos conta como é ter contato com a cultura alemã, o que aprendeu (e aprende) com esse contato e qual a relação entre os alemães e brasileiros.

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Como começou o seu interesse pelo alemão, e como se tornou professora?

Começou com o contato que tive com uma alemã que morou aqui no Brasil. Eu ouvia as histórias, ficava só escutando.. e percebi que queria entender mais sobre tudo aquilo. Então, comecei a estudar alemão. E me tornar professora foi uma questão de identificação mesmo. Eu amava tanto a cultura alemã que queria ter um contato diário com ela.

O Jornalismo te ajudou de alguma forma como professora ou tradutora?

Sim, mais como tradutora. Porque a tradução deve ser exata, se você errar qualquer informação pode causar uma confusão! E você não pode emitir opinião própria, da mesma forma que os jornalistas. 

Como é estar em contato com a cultura alemã? O que mais admira nela?

Faz parte da minha vida, da minha rotina. Eu sinto uma grande admiração pela sinceridade dos alemães, pela ordem, pela capacidade de reconstrução que eles têm. A história deles foi muito difícil, mas eles se recuperaram de forma incrível. E me questionar sobre a história e a cultura da Alemanha me fez entender melhor o povo alemão.

Você percebe alguma relação entre os alemães e os brasileiros? 

Os alemães são muito mais organizados, eles sabem fazer um bom planejamento. Mas eles também tem um estranhamento muito forte, não só em relação ao brasileiro, mas a outras culturas também. O brasileiro é mais acolhedor, mais receptivo. Por isso, acho que são culturas que se completam.

Un poquito de tanta verdad

novembro 8, 2007 às 2:14 pm | Publicado em comparação de culturas, internacional, México, política, relações de poder, sociedade, valores | 3 Comentários

O título acima é de um documentário que fala sobre a situação do estado de Oaxaca, o mais pobre do México, durante boa parte do ano passado. Ele está circulando entre os alunos de Comunicação da Ufes, e possui  a marca Crative Commonds. Confira os primeiros dez minutos da documentário:

Tudo começou com uma greve de professores por melhores condições de ensino, e então se formou a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca(APPO). A APPO ganhou força com rádios comunitárias (também crescentes no Brasil, segundo Dialógico), que divulgava suas ações, já que os meios de televisão e rádios tradicionais distorciam completamente os fatos. 

A APPO tinha como principal objetivo a retirada do governador Ulises Ruiz, que segundo ela era corrupto e foi eleito por uma fraude. A situação, porém, se tornou crítica, pois a APPO praticava ações não violência e a desobediência civil para provocar a ingovernabilidade de Ruiz. O governo respondeu com perseguições e prisões, criando um clima semelhante ao das ditaduta militares na américa do sul, como a vivida no Brasil.

O interessante (e triste) é que isso tudo quase não foi divulgado. Só quando um cinegrafista de Nova York morreu em Oaxaca, após cinco meses de conflitos, a mídia em geral publicou sobre o acontecido. Esse é o nosso jornalismo…

“Homem quebrado …”

novembro 8, 2007 às 1:06 am | Publicado em comportamento, sociedade, valores | 2 Comentários

Ninguém está imune à ouvir conversas no ônibus. Tal fato se potencializa com os atuais – e constantes- engarrafamentos na cidade de Vitória.

Eram dois rapazes conversando. Um sério, retraído, dizia que não tinha tempo de ir para os rocks porque estava estudando. O outro, escandaloso e atendendo perfeitamente ao estereótipo de playboy, falava, entre uma fofoca e outra, que estudar não levava a nada. 

Porém, sem perceber, ele tocou em um assunto interessante ao dizer: “Homem quebrado não tem piru”.

Ou seja, se o rapaz não tem dinheiro, é como se perdesse sua masculinidade, pois perde sua capacidade de conquista. É como diz o Papo de Homem, ao indicar para os homens que tenham uma marca registrada, ou seja, um carinho especial, ou um beijo diferente:

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Se você tiver essa marca registrada na garagem, também serve.

Mas será que os jovens pensam assim mesmo? Em uma pesquisa realizada com alguns transeuntes da Ufes, os homens foram unânimes ao afirmar as  mulheres levam em consideração o dinheiro, e que portanto ele e conquista estão relacionados. “Mulher procura segurança, e o dinheiro dá”, arfima um deles. “Elas querem caras bem sucedidos, e não uns fracassados”, fala outro. As mulheres, por sua vez, em sua maioria negaram a afirmação. “É um absurdo! Existem mulheres que pensam no dinheiro do cara, mas não podemos generalizar!”

E você, o que acha?

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