Un poquito de tanta verdad
Novembro 8, 2007 at 2:14 pm | In México, comparação de culturas, internacional, política, relações de poder, sociedade, valores | 3 CommentsO título acima é de um documentário que fala sobre a situação do estado de Oaxaca, o mais pobre do México, durante boa parte do ano passado. Ele está circulando entre os alunos de Comunicação da Ufes, e possui a marca Crative Commonds. Confira os primeiros dez minutos da documentário:
Tudo começou com uma greve de professores por melhores condições de ensino, e então se formou a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca(APPO). A APPO ganhou força com rádios comunitárias (também crescentes no Brasil, segundo Dialógico), que divulgava suas ações, já que os meios de televisão e rádios tradicionais distorciam completamente os fatos.
A APPO tinha como principal objetivo a retirada do governador Ulises Ruiz, que segundo ela era corrupto e foi eleito por uma fraude. A situação, porém, se tornou crítica, pois a APPO praticava ações não violência e a desobediência civil para provocar a ingovernabilidade de Ruiz. O governo respondeu com perseguições e prisões, criando um clima semelhante ao das ditaduta militares na américa do sul, como a vivida no Brasil.
O interessante (e triste) é que isso tudo quase não foi divulgado. Só quando um cinegrafista de Nova York morreu em Oaxaca, após cinco meses de conflitos, a mídia em geral publicou sobre o acontecido. Esse é o nosso jornalismo…
“Atraso disfarçado de modernidade”
Outubro 22, 2007 at 9:15 pm | In 13º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresari, Arnaldo Jabor, economia, política | 1 CommentVitória sediou, na semana passada, o 13º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais, com o tema “Vitória dos Negócios”. Na palestra de abertura estavam presentes, dentre empresários capixabas bem sucessedidos, organizadores do evento e políticos locais, o então Presidente da República em exercício José de Alencar e o jornalista e cineata Arnaldo Jabor.
Apesar de sua arrogância e estrelismo, Jabor fez um interressante panorama da história do Brasil. Para ele, o País teve duas fomes: uma é de democracia, fome esta proprocionada pela falta dela na ditadura. Jabor destaca o ano de 89, quando o candidato à presidência da república Lula representava uma proposta de ruptura, e o candidato Collor representava o salvadorismo. Ganhou o salvadorismo.

(foto retirada de indignado.blogspot.com )
Porém, Collor representava as chamadas idéias fora do lugar, ou seja, idéias que pareciam novas mas eram antigas. “O Brasil era um país atrasado disfarçado de modernidade”, afirmou Jabor. A outra fome que o jornalista destacou era de mudança de conceitos de progresso. Antes progresso era sinônimo de ruptura, mas depois de FHC passou a ser de gestão e de administração.
Segundo Jabor, “o Brasil vive uma crise entre o atraso e a modernidade. Para alcaçar a modernidade, só precisaríamos ser mais sensatos, e tomar meia dúzia de providências, mas a política não deixa! Parte dela precisa do atraso”. É o caso do Nordeste, onde “o nível político é mais baixo”.
Apesar disso tudo, entretanto, “a modernização vai vencer! Obrigado!”
Participação na Política
Setembro 13, 2007 at 4:06 pm | In política, relações de poder, sociedade | 1 CommentNa primeira semana de setembro, a semana da pátria, ocorreu em todo o Brasil um plebiscito popular entitulado “A Vale é Nossa”. O plebiscito visava consultar a população sobre a privatização da empresa CVRD, cuja legalidade é questionável, uma vez que a empresa foi leiloada por muito menos do que valia e, segundo alguns juristas, desrespeitou a Lei de Licitação.
Tudo bem. Mas o que é um plebiscito? Está na Wikipédia:
“é uma consulta ao povo antes de uma lei ser constituída, de modo a aprovar ou rejeitar as opções que lhe são propostas.”
Os movimentos sociais, pastorais e centrais sindicais que organizaram o plesbiscito se propuseram a isso: pediram audiência com o governo federal e se dirigem a candidatos a eleições pedindo um posicionamento.
Mas e a população? É traço marcante na nossa sociedade a falta de participação nas questões políticas, bem como o descrédito com os políticos. A grande mídia faz questão de sustentar ativamente o quanto nossos políticos são corruptos, e o quanto nós precisamos cada vez menos do Estado.
Por isso, o debate levantado pelo plebiscito é interessante: faz as pessoas pensarem na coresponsabilidade que têm pelas decisões tomadas em seu país. Faz as pessoas refletirem sobre a necessidade do Estado como órgão administrador e regulador da sociedade, pra garantir o seu bom funcionamento.
Colocado o debate, parece que a maioria das pessoas é contra a privatizalção: já exitem mais de 100 ações na justiça contra ela!
Uma crítica ao plebiscito é em relação às perguntas, que claramente induziam à resposta negativa. Mas essa crítica não anula o fato de que ele troxe benefícios para a população por colocar questões importantes em discussão.
O vídeo abaixo mostra as perguntas (e respostas…) do plebiscito:
Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.