Wurst, FuBball und Leute
Novembro 9, 2007 at 2:07 am | In Alemanha, comparação de culturas, comportamento, entrevistas, internacional, modo de vida, sociedade | 1 CommentEssa são algumas caracteríticas bem marcantes da Alemanha (a linguíça típica, o futebol e as pessoas). Porém, quem irá falar sobre a cultura alemã é Gisele Santos, jornalista, mas que não atua na profissão. Isso porque após 4 anos trabalhando como jornalista e professora de alemão, ela optou pela segunda profissão, pela qual é apaixonada.
Gisele, que também trabalha como tradutora, já foi sete vezes para a Alemanha, e morou lá durante um anos e sete meses. Nesta entrevista, ela nos conta como é ter contato com a cultura alemã, o que aprendeu (e aprende) com esse contato e qual a relação entre os alemães e brasileiros.

Como começou o seu interesse pelo alemão, e como se tornou professora?
Começou com o contato que tive com uma alemã que morou aqui no Brasil. Eu ouvia as histórias, ficava só escutando.. e percebi que queria entender mais sobre tudo aquilo. Então, comecei a estudar alemão. E me tornar professora foi uma questão de identificação mesmo. Eu amava tanto a cultura alemã que queria ter um contato diário com ela.
O Jornalismo te ajudou de alguma forma como professora ou tradutora?
Sim, mais como tradutora. Porque a tradução deve ser exata, se você errar qualquer informação pode causar uma confusão! E você não pode emitir opinião própria, da mesma forma que os jornalistas.
Como é estar em contato com a cultura alemã? O que mais admira nela?
Faz parte da minha vida, da minha rotina. Eu sinto uma grande admiração pela sinceridade dos alemães, pela ordem, pela capacidade de reconstrução que eles têm. A história deles foi muito difícil, mas eles se recuperaram de forma incrível. E me questionar sobre a história e a cultura da Alemanha me fez entender melhor o povo alemão.
Você percebe alguma relação entre os alemães e os brasileiros?
Os alemães são muito mais organizados, eles sabem fazer um bom planejamento. Mas eles também tem um estranhamento muito forte, não só em relação ao brasileiro, mas a outras culturas também. O brasileiro é mais acolhedor, mais receptivo. Por isso, acho que são culturas que se completam.
Un poquito de tanta verdad
Novembro 8, 2007 at 2:14 pm | In México, comparação de culturas, internacional, política, relações de poder, sociedade, valores | 3 CommentsO título acima é de um documentário que fala sobre a situação do estado de Oaxaca, o mais pobre do México, durante boa parte do ano passado. Ele está circulando entre os alunos de Comunicação da Ufes, e possui a marca Crative Commonds. Confira os primeiros dez minutos da documentário:
Tudo começou com uma greve de professores por melhores condições de ensino, e então se formou a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca(APPO). A APPO ganhou força com rádios comunitárias (também crescentes no Brasil, segundo Dialógico), que divulgava suas ações, já que os meios de televisão e rádios tradicionais distorciam completamente os fatos.
A APPO tinha como principal objetivo a retirada do governador Ulises Ruiz, que segundo ela era corrupto e foi eleito por uma fraude. A situação, porém, se tornou crítica, pois a APPO praticava ações não violência e a desobediência civil para provocar a ingovernabilidade de Ruiz. O governo respondeu com perseguições e prisões, criando um clima semelhante ao das ditaduta militares na américa do sul, como a vivida no Brasil.
O interessante (e triste) é que isso tudo quase não foi divulgado. Só quando um cinegrafista de Nova York morreu em Oaxaca, após cinco meses de conflitos, a mídia em geral publicou sobre o acontecido. Esse é o nosso jornalismo…
Wilkommen!
Outubro 4, 2007 at 5:20 pm | In comparação de culturas, festa, internacional, sociedade | 4 CommentsAbertura da Festa na Alemanha (foto retirada de dw-world.de)
Começa hoje em Blumenau a 24ª edição da tradicional Oktoberfest. Inspirada na Oktoberfest de Munique, a festa no Brasil ocorre durante 17 dias e surgiu da vontade do povo de expressar o seu amor pela tradição e cultura alemãs. Vale lembrar que é a segunda maior festa alemã do mundo.
Durante a festa, é distribuído chope pelas ruas da cidade, há disfiles, eleição da rainha da festa, bandas tocando, como a Freunde Musikanten, e o Concurso Nacional Chope em Metro. Isso mesmo! Quem beber um metro de chope (600ml) em menos tempo, sem babar ou tirar a tulipa da boca, ganha! Até hoje, o menor tempo feminino foi 12s36,e o masculino foi 10s78. Impressionante!
Maiores informações, no blog oficial do evento.
A Oktoberfest alemã, por outro lado, acabará amanhã. A 170ª edição da festa começou no dia 22 de setembro, e teve como diferencial o preço do “Mass” (canecão de um litro de cerveja), que pela primeira vez desde 69 não sofreu reajuste, e a preocupação com a segurança feminina - devido ao aumento do número de estupros durante a festa. Triste, não?
Talvez os brasileiros sejam alemães reprimidos…vai gostar de cerveja assim na Alemanha!
Viva Chile!
Outubro 3, 2007 at 1:52 am | In comparação de culturas, entrevistas, internacional, sociedade | 2 CommentsMarcos Sanches é chileno, reside no Brasil há dois anos e fala português com fluência (assim como fala espanhol, catalão, italiano, inglês e francês, além dos conhecimentos básicos em alemão). Casou-se na suíça com uma brasileira, e atualmente dá aula de francês e espanhol no Centro de Linguas da Ufes.
Marcos apontou duas intessantes questões, ao comparam a cultura chilena com a brasileira. Uma delas é a quantidade de filas, e, principalmente, a demora delas. Ele conta que, no Chile, se elas demorarem 20 minutos eles reclamam. Aqui, pode demorar 2 horas que os brasileiros dizem: “Reclamar pra quê? Não tem jeeeeito!” (Marcos diz que brasileiros falam cantando..) Isso mostra bem como somos acomodados, e ao contrário do que diz a propaganda - brasileiro não desiste nunca - nós nem tentamos fazer alguma coisa.
Outro ponto é o patriotismo, mas esse ponto é comum: tanto os brasileiros quanto os chilenos são super patriotas em seus países, mas fora deles… não dizem nada! Como se tivessem vergonha! Claro, como todo país, o Brasil tem muitos problemas, pobreza, corrupção, etc etc. Mas é o nosso país, neh? Temos que não só torcer, mas também contribuir para que ele dê certo.
A conversa se entendeu bastante. Sanches chegou a falar de como foi horrível a vida durante a ditadura de Pinochet, e de como Santiago é um bom lugar pra se passar uma semana.
Enfim, sempre bom ganhar conhecimentos sobre diferentes culturas… e viva nuestros hermanos!
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