Ah, o Natal…

Novembro 29, 2007 at 3:45 pm | In Natal, comportamento, consumismo, consumo, sociedade, valores | No Comments

Outra coisa que chega com o fim do ano é o Natal, e as ruas de vitória já começam a ser palco de decorações e mais decorações. Árvores de Natal, piscas-piscas e papais noéis pra todo lado! “É o espírito do natal, ou a religiosidade das pessoas se manifestando”, diriam alguns.

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Porém, na verdade, muito mais do que cristandade, os enfeites de natal demonstram o consumismo da nossa sociedade. O comércio é o primeiro a se enfeitar: mal começa novembro e shoppings e lojas já estão piscando! Já ouvi que isso acontece porque assim as pessoas se lembram que tem que comprar presentes, e o comercio se movimenta por mais tempo. Imagina se os enfeites viesse uma semana antes do natal… Seria apenas uma semana de vendas intensas! Faz sentido. É a velha questão: Natal ou Espetáculo?

 

 O vídeo mostra bem isso, apesar do tom nostálgico. Mostra também que acabamos nos envolvendo com as comprar e tal. Todos sabem que é muito difícil fugir desse consumismo natalino… Superziper também fala disso, ao sugerir que, já que temos que comprar presentes mesmo, compremos coisas artesanais.

Atitude Original

Outubro 11, 2007 at 1:53 am | In congresso, consumo, pirataria, sociedade | 3 Comments

No último fim de semana, estive no I CONEJES - Congresso das Empresas Juniores do Espírito Santo. O Congresso abordou temas como empreendedorismo, estratégia e gestão de projetos, por meio de palestras, workshops, apresentação de cases e de cada empresa junior participante.

Além de palestrantes brilhantes, como os engenheiros Álvaro Abreu e Mário Santos, no congresso também esteve presente o grupo Atitude Original. O grupo é contra a pirataria, e possui representantes em várias cidades do país. É um projeto bacana, e os estudantes que levantam esssa bandeira são, no mínimo, corajosos.

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Porém, eles cometem um erro crasso: colocar a propriedade intelectual no mesmo nível de falsificação de medicamentos, por exemplo. São coisas totalmente diferentes! Não que eu defenda a pirataria de cd´s e vídeos, mas eu defendo a livre distribuição de cultura. Esse é um dos pilares da Rede - tanto discutida pelo Malini - : tornar todos conectáveis, democratizar as oportunidades de acesso, constituir uma nova hierarquia e gerar uma série de tranformações, como na economia e na forma de divulgar cd´s e vídeos.

 O tema foi bem abordado no congresso A Constituição do Comum, que ocorreu entre os dias 21 e 25 de maio em Vitória. Dá um bom debate ;)

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Modos de Vestir

Setembro 30, 2007 at 12:49 pm | In consumo, sociedade, vestuário | 1 Comment

Existem várias maneiras de começar um diálogo. Os velhos “Você vem sempre aqui?” e “De onde eu te conheço?” ainda estão na ativa. Porém, existem meios não verbais as vezes muito mais eficazes, como o modo de se vestir.

O vestuário é uma das mais marcantes manifestações culturais. Ele diz muito da personalidade de cada um, insere (ou exclui) em uma categoria cultural ou classe social, e serve de tema para iniciar um diálogo social com outras pessoas. 

Vamos fazer um teste? Com qual destas pessoas você iniciaria um diálogo?

medica.jpg           surfista.jpg            emo.jpg

O vestuário engloba modos de vestir e que tipo de comportamentos ele sugere. É como mostram as fotos acima: o estetoscópio indica uma médica, culta, inteligente e com boa situação financeira; a roupa e a prncha no mar indicam um surfista; a franja e as roupas pretas indicam um emo.

São os sinais diacríticos: características que mostram a qual grupo cada pessoas pertence. Ao se relacionar com uma delas, você pode estar entranto em um novo grupo - pelo menos aos olhos dos outros. Isso explica o cuidado que a spessoas tem, na nossa cultura, ao escolher não só a sua própria roupa, mas também com que tipo de “roupas” elas querem andar. É, pessoas não valem tanto.

10 coisas para ter antes de morrer

Setembro 16, 2007 at 6:30 pm | In consumo, revistas, sociedade, valores | 5 Comments

Que nós vivemos no capitalismo, e que o individualismo e os projetos pessoais são super-valorizados nós já sabemos. Isso se mostra muito presente na mídia e onde quer que paremos para percebê-los.

Foi numa dessas revistas para mulheres.. edição especial da Veja. O título da “reportagem” era “10 coisas para ter antes de morrer”. Eram tópicos, cada um por página, apenas descrevendo o produto e ilustrados com uma foto dele. O primeiro era um jogo de lençóis de algodão egípicio, seguido por coisas como um par de sapatos Manolo Blahnik, um anel solitário de 2 quilates da Tiffany, o celular touch screen da LG com design Prada, entre outros.

 celular-prada.jpg

São os meios de comunicação trabalhando arduamente para a imposição de padrões de vida e, principalmente, de consumo. Vamos pensar nas pessoas que não podem comprar o que diz uma revista  que todos devem ter. Está excluída. Ou até mesmo em quem pode comprar mas se questiona “porque eu tenho que querer isso?”. Outra excluída. Mais uma prova da veracidade da seguinte afirmação: o critério de inclusão é a capacidade de consumo. Se você não consome, está fora. Sinto Muito. Ninguém vai se importar com isso.

Mas a melhor parte da “reportagem” ainda não foi dita: a décima coisa para se ter. “Um dia inteirinho só para você - de folga do trabalho, dos filhos e do marido. Para se divertir, ir à massagem ou pensar na vida”. É quase como um consolo: se você é excluída e não pode comprar, tire o dia livre. Além de encarar como um fardo os papéis sociais que a maioria das mulheres assume: mãe, esposa e profissional.

As revistas femininas em geral esquecem que, talvez, os objetivos da vida não se resumam a consumir. E que ainda existem pessoas que percebem isso claramente…

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