A Bolsa e o Brasil

Novembro 10, 2007 at 2:45 pm | In 13º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresari, Bolsa de Valores, Bovespa, economia | 4 Comments

Há algum tempo atrás seria difícil imaginar que a bolsa de valores seria tão acessível. Em palestra ao 13º Congresso de Jovens Lideranças Empresariais, Alexandre Silveira, da Bovespa ( a 16ª maior bolsa de valores do mundo), falou de como tem crescido o interesse do brasileiro em investir na bolsa. De acordo com Dinheirama, houve um aumento de mais de 9% de setembro para outubro deste ano. Um exemplo de investidor é Cristiano Bordoni, entrevistado pela Cibele.

bovespa.jpg

Porém, afirma que é difícil mudar um hábito tão fortemente enraizado como o que nós temos em confiar na estabilidade da poupança. Silveira, nessa fala, se refere ao fato de que nos EUA as crianças ganham, ao nascerem, investimentos na bolsa, enquanto no Brasil elas ganham uma caderneta de poupança. Isso porque nos EUA, segundo Silveira, os americanos acreditam nas grandes empresas, e aqui nós desconfiamos.

 

Esse foi um trabalho escolar, mas explica bem alguns termos chaves para entendermos melhor o funcionamento da bolsa.

Ao investir na bolsa, uma pessoa está contribuindo para o crescimento e fortalecimento da economia nacional e do mercado de capitais, pois investe em uma empresa. São as chamadas empresas de capital aberto, que disponibilizam ações para serem compradas. Isso é feito por diversos motivos, como dar credibilidade ( as empresas de capital aberto declaram renda, possuim tranparência econômica) ou porque precisam de recursos.

Diversas empresas que atuam no ES são de capital aberto, como a CVRD, a Porto Seguro, a Heringer, entre outras. Animou? O que não faltam são dicas de como investir na bolsa. Divirta-se!

Educação Financeira

Outubro 31, 2007 at 2:21 pm | In 13º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresari, Educação Financeira, economia, sociedade | 2 Comments

edufinanceira.gif

 (imagem de Blommbust)

Alguns executivos do país realizam interessantes trabalhos de incluir Educação Financeira no currículo escolar de escolas municipais. Isso já foi feito em cidades do RS, e já funciona há dez anos no Brasil.

A idéia é mostrar a importância de saber gerir o dinheiro, ou seja, saber administrá-lo com bom senso - onde gastar, como economizar, como fazer planejamnetos, entre outros- fato , de fato, importante.

Porém, alguns defensores da educação financeira afirmam que

dentro de nós existe uma pessoa pobre, uma classe média e uma rica. Cabe a cada um decidir a pessoa que quer ser

Ao dizê-lo, eles não consideram que, por mais que saibam gerir, a maioria da população brasileira não vai ser rica. Não há espaço para todos terem dinheiro, pois se há pessoas ricas, é porque há pessoas pobres.

Talvez seja onde alguns empresários pecam: eles desconsideram o lado social implícito no dinheiro. Ele se banaliza de tal forma que eles esquecem que nem todos tem acesso à ele.

“Atraso disfarçado de modernidade”

Outubro 22, 2007 at 9:15 pm | In 13º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresari, Arnaldo Jabor, economia, política | 1 Comment

Vitória sediou, na semana passada, o 13º Congresso Nacional de Jovens Lideranças Empresariais, com o tema “Vitória dos Negócios”. Na palestra de abertura estavam presentes, dentre empresários capixabas bem sucessedidos, organizadores do evento e políticos locais, o então Presidente da República em exercício José de Alencar e o jornalista e cineata Arnaldo Jabor.

Apesar de sua arrogância e estrelismo, Jabor fez um interressante panorama da história do Brasil. Para ele, o País teve duas fomes: uma é de democracia,  fome esta proprocionada pela falta dela na ditadura.  Jabor destaca o ano de 89, quando o candidato à presidência da república Lula representava uma proposta de ruptura, e o candidato Collor representava o salvadorismo. Ganhou o salvadorismo.

jabor.jpg

(foto retirada de indignado.blogspot.com )

Porém, Collor representava as chamadas idéias fora do lugar, ou seja, idéias que pareciam novas mas eram antigas. “O Brasil era um país atrasado disfarçado de modernidade”, afirmou Jabor. A outra fome que o jornalista destacou era de mudança de conceitos de progresso. Antes progresso era sinônimo de ruptura, mas depois de FHC passou a ser de gestão e de administração.

Segundo Jabor, “o Brasil vive uma crise entre o atraso e a modernidade. Para alcaçar a modernidade, só precisaríamos ser mais sensatos, e tomar meia dúzia de providências, mas a política não deixa! Parte dela precisa do atraso”. É o caso do Nordeste, onde “o nível político é mais baixo”.

Apesar disso tudo, entretanto, “a modernização vai vencer! Obrigado!” 

Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.